Ser operário no século XIX
Na segunda metade do século XIX, a vida operária era definida por uma exploração extrema em ambientes fabris insalubres. As jornadas de trabalho estendiam-se por mais de catorze horas, num cenário de ruído constante e perigos permanentes, onde os acidentes eram frequentes. Mulheres e crianças constituíam uma mão de obra barata, sujeitas a castigos e a salários de mera subsistência. Fora das fábricas, a classe trabalhadora amontoava-se em bairros degradados, onde a falta de saneamento básico e de água potável tornava as epidemias recorrentes. A alimentação era escassa e a esperança de vida extremamente curta. Foi neste contexto de profunda miséria e injustiça que germinaram as primeiras revoltas e a consciência de classe. Gradualmente, os operários organizaram-se em sindicatos para exigir direitos fundamentais e o fim do trabalho infantil. Esta era de progresso industrial assentou, assim, num elevado custo humano e social.
Tiago Silva