quinta-feira, 12 de julho de 2018
sábado, 16 de junho de 2018
sexta-feira, 1 de junho de 2018
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Testemunho de um ex combatente
Manuel Correia Machado nasceu em casa, no dia 29 de maio de 1950, tem 67 anos. Vive nos Arrifes. Quando tenha 21 anos foi obrigado a ir para o ultramar, para a guerra. "Fui obrigado a ir e quem tinha dinheiro pagava e ficava atrás e ia outro em seu lugar. Não me arrependo, porque chegou a minha vez. Estive no Quartel da Castanheira e quando acabou fui transportado para a rua do Outeiro e de lá embarquei para o continente para treinar. Fiquei 3 ou mais meses para treinar no Quartel de Belém na Calçada da Ajuda.
Tive quatro acidentes, mas consegui sobreviver. Fiquei 3 meses no hospital. Vi um amigo africano a morrer de arma automática, levou com um tiro na testa, que saiu pela nuca. Ele acabou por morrer ao meu lado. Fiquei respingado de sangue. Vi amigos morrerem com a cabeça num ferro até as cabeças secarem.
Vestia roupa camuflada, as comidas eram atum, sardinhas, carne moída... tudo enlatado, barras de queijo, marmelada. Não havia pão. Os sumos eram de lata... de laranja e de pêssego.
Dormia-se no mato 3 a 4 dias e depois regressava-se. No inverno passava as noites em estradas sem saber para onde ir. Para voltar para a base andava nos rios, todos juntos... horas e horas andando. Nos dias andávamos de mãos dadas e com cordas amarrados. Para descansarem à noite ficavam dois de vigia e os outros cobriam-se com uma manta.
Fomos atacados duas vezes no quartel sobre o amanhecer. Uns ficaram cegos, outros sem membros e outros morreram. Quem atacava eram os turras.
Bebíamos água parada com bichos, quando não havia água bebia a própria urina.
Em algumas zonas passamos muita sede, pois havia muito calor. Passei por Angola (aeroporto de Luanda) e fui para Moçambique. Antes de Vila Cabral fui de avião para a cidade da Beira, onde sai com armas carregadas, de comboio para a cidade de Nampula e depois para Vila Cabral... sempre de comboio e fomos para o quartel.
Tudo terminou em 25 de abril. Voltei para a minha terra em 1974. Os Açores.
Hoje em dia tenho pesadelos.
Atualmente trabalho nos serviços agrários de S. Miguel. Não melhorei a minha vida
Recolha de Natércia Santos, a neta do senhor Manuel, aluna do 6º ano, turma D.
sábado, 17 de março de 2018
Se eu vivesse no século XIX
Se eu vivesse no século XIX e fosse um camponês, viveria numa casa com uma só divisão junto com a minha família. Seríamos pobres. Uma vez por semana a minha mãe iria ao fo0rno da aldeia cozer o pão que racionava muito bem o resto da semana. De vez em quando haveria um bocadito de sardinha.
Durante a semana, exceto ao domingo, iria acordar muito cedo, por volta das 5horas da manhã, comia uma côdea de pão e ia para os trabalhos do campo. Há noite comia uma sopita e já era hora de dormir. Ao domingo ia para a missa. O único dia em que não se ia para o campo.À tarde ia até à taberna da aldeia conviver com os outros homens.
Se eu vivesse no século XIX seria do povo. Tinha dois filhos que me ajudavam. Trabalhava muito para o campo ao sol e à chuva. A nossa casa era pequena e velha, vestíamos com roupas simples, a nossa alimentação era pobre e éramos muito mal pagos. Os divertimentos do nosso grupo social, povo, eram muito diferentes dos dos mais ricos. Divertíamos nos nossos trabalhos e nas festividades religiosas, nas vindimas, esfolhadas e nas matanças do porco.
As cidades iam-se desenvolvendo cada vez mais, iam-se modernizando. Iam-se construindo lojas, cafés, surgiram novos meios de comunicação, transporte...
Em Portugal havia muita gente analfabeta ( mais de 80%) e então decidiu-se construir escolas por todo o país. Os meus filhos tiveram que ir para a escola para aprender e ter um melhor futuro. A vida do povo era difícil e pobre.
Durante a semana, exceto ao domingo, iria acordar muito cedo, por volta das 5horas da manhã, comia uma côdea de pão e ia para os trabalhos do campo. Há noite comia uma sopita e já era hora de dormir. Ao domingo ia para a missa. O único dia em que não se ia para o campo.À tarde ia até à taberna da aldeia conviver com os outros homens.
Filipe Machado, 6º B
Se eu vivesse no século XIX gostaria de viver no campo por causa das atividades tal como a esfolhagem, a agricultura e a criação de gado. As habitações eram pequenas, mas simples. À noite faziam-se arraiais e durante os trabalhos agrícolas cantaríamos.
Também me agradaria viver na cidade, porque já havia água canalizada, esgotos e outro conforto, mas nada como viver no campo, onde me sentiria mais feliz.
Inês Raposo, 6º B
As cidades iam-se desenvolvendo cada vez mais, iam-se modernizando. Iam-se construindo lojas, cafés, surgiram novos meios de comunicação, transporte...
Em Portugal havia muita gente analfabeta ( mais de 80%) e então decidiu-se construir escolas por todo o país. Os meus filhos tiveram que ir para a escola para aprender e ter um melhor futuro. A vida do povo era difícil e pobre.
Simone Tavares, 6º A
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Ano letivo 2017-18
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