O Frederico do 6º A realizou um bonito trabalho sobre a União Europeia.
sexta-feira, 1 de junho de 2018
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Testemunho de um ex combatente
Manuel Correia Machado nasceu em casa, no dia 29 de maio de 1950, tem 67 anos. Vive nos Arrifes. Quando tenha 21 anos foi obrigado a ir para o ultramar, para a guerra. "Fui obrigado a ir e quem tinha dinheiro pagava e ficava atrás e ia outro em seu lugar. Não me arrependo, porque chegou a minha vez. Estive no Quartel da Castanheira e quando acabou fui transportado para a rua do Outeiro e de lá embarquei para o continente para treinar. Fiquei 3 ou mais meses para treinar no Quartel de Belém na Calçada da Ajuda.
Tive quatro acidentes, mas consegui sobreviver. Fiquei 3 meses no hospital. Vi um amigo africano a morrer de arma automática, levou com um tiro na testa, que saiu pela nuca. Ele acabou por morrer ao meu lado. Fiquei respingado de sangue. Vi amigos morrerem com a cabeça num ferro até as cabeças secarem.
Vestia roupa camuflada, as comidas eram atum, sardinhas, carne moída... tudo enlatado, barras de queijo, marmelada. Não havia pão. Os sumos eram de lata... de laranja e de pêssego.
Dormia-se no mato 3 a 4 dias e depois regressava-se. No inverno passava as noites em estradas sem saber para onde ir. Para voltar para a base andava nos rios, todos juntos... horas e horas andando. Nos dias andávamos de mãos dadas e com cordas amarrados. Para descansarem à noite ficavam dois de vigia e os outros cobriam-se com uma manta.
Fomos atacados duas vezes no quartel sobre o amanhecer. Uns ficaram cegos, outros sem membros e outros morreram. Quem atacava eram os turras.
Bebíamos água parada com bichos, quando não havia água bebia a própria urina.
Em algumas zonas passamos muita sede, pois havia muito calor. Passei por Angola (aeroporto de Luanda) e fui para Moçambique. Antes de Vila Cabral fui de avião para a cidade da Beira, onde sai com armas carregadas, de comboio para a cidade de Nampula e depois para Vila Cabral... sempre de comboio e fomos para o quartel.
Tudo terminou em 25 de abril. Voltei para a minha terra em 1974. Os Açores.
Hoje em dia tenho pesadelos.
Atualmente trabalho nos serviços agrários de S. Miguel. Não melhorei a minha vida
Recolha de Natércia Santos, a neta do senhor Manuel, aluna do 6º ano, turma D.
sábado, 17 de março de 2018
Se eu vivesse no século XIX
Se eu vivesse no século XIX e fosse um camponês, viveria numa casa com uma só divisão junto com a minha família. Seríamos pobres. Uma vez por semana a minha mãe iria ao fo0rno da aldeia cozer o pão que racionava muito bem o resto da semana. De vez em quando haveria um bocadito de sardinha.
Durante a semana, exceto ao domingo, iria acordar muito cedo, por volta das 5horas da manhã, comia uma côdea de pão e ia para os trabalhos do campo. Há noite comia uma sopita e já era hora de dormir. Ao domingo ia para a missa. O único dia em que não se ia para o campo.À tarde ia até à taberna da aldeia conviver com os outros homens.
Se eu vivesse no século XIX seria do povo. Tinha dois filhos que me ajudavam. Trabalhava muito para o campo ao sol e à chuva. A nossa casa era pequena e velha, vestíamos com roupas simples, a nossa alimentação era pobre e éramos muito mal pagos. Os divertimentos do nosso grupo social, povo, eram muito diferentes dos dos mais ricos. Divertíamos nos nossos trabalhos e nas festividades religiosas, nas vindimas, esfolhadas e nas matanças do porco.
As cidades iam-se desenvolvendo cada vez mais, iam-se modernizando. Iam-se construindo lojas, cafés, surgiram novos meios de comunicação, transporte...
Em Portugal havia muita gente analfabeta ( mais de 80%) e então decidiu-se construir escolas por todo o país. Os meus filhos tiveram que ir para a escola para aprender e ter um melhor futuro. A vida do povo era difícil e pobre.
Durante a semana, exceto ao domingo, iria acordar muito cedo, por volta das 5horas da manhã, comia uma côdea de pão e ia para os trabalhos do campo. Há noite comia uma sopita e já era hora de dormir. Ao domingo ia para a missa. O único dia em que não se ia para o campo.À tarde ia até à taberna da aldeia conviver com os outros homens.
Filipe Machado, 6º B
Se eu vivesse no século XIX gostaria de viver no campo por causa das atividades tal como a esfolhagem, a agricultura e a criação de gado. As habitações eram pequenas, mas simples. À noite faziam-se arraiais e durante os trabalhos agrícolas cantaríamos.
Também me agradaria viver na cidade, porque já havia água canalizada, esgotos e outro conforto, mas nada como viver no campo, onde me sentiria mais feliz.
Inês Raposo, 6º B
As cidades iam-se desenvolvendo cada vez mais, iam-se modernizando. Iam-se construindo lojas, cafés, surgiram novos meios de comunicação, transporte...
Em Portugal havia muita gente analfabeta ( mais de 80%) e então decidiu-se construir escolas por todo o país. Os meus filhos tiveram que ir para a escola para aprender e ter um melhor futuro. A vida do povo era difícil e pobre.
Simone Tavares, 6º A
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Ano letivo 2017-18
Em tempos de Ditadura
A Bianca trouxe o livro da 4ª classe do tio que frequentou a escola primária durante o Estado Novo.

As loiças que serviam para a avó da Simone brincar...
Testemunho do pai da Matilde
Antes do 25 da Abril a vida era assim. Naquela época a vida era muito mais rigorosa devido aos nossos governantes que eram rijos.
Havia famílias muito pobres, homens que trabalhavam de sol a sol para ganharem o sustento das suas famílias, para que não faltasse o alimento na mesa.
A alimentação naquela época era muito mais saudável e comia-se o que aparecia na mesa e havia sempre mais um prato para quem aparecesse.
Vestia-me como uma criança normal da minha idade, 5 anos, calças terylene, camisa e casaco. Nunca passei frio.
A maioria das casas eram feitas de pedra e barro com frontais de madeira, muitas delas com sótão e as telhas eram regionais. Quase todas as casas eram pintadas com cal.
Naquela altura brincava com uma bola de trapos, com uma carroçinha de madeira que o meu pai me fez e brincava no quintal. Na escola brincava mais e havia mais passatempos, hoje em dia há muitas crianças que não sabem brincar, porque fazem muito uso das tecnologias.
Hildeberto Moniz Ferreira
Testemunho da avó da Luana
Naquela altura a alimentação era chicharros salgados, assados na certã, sopas de bolas de neve, papas de farinha de milho, bacalhau cozido com batata rachada, sopa de couve com feijão branco.
O vestuário era saia comprida, vestidos de folhos e calças de fazenda. O calçado eram os tamancos, galochas, que eram feitas em casa, chinelas de por o dedo e sandálias.
As casas, naquela altura havia casas feitas de palha e outras de pedra com o chão de terra batida, a casa de banho era separada casa, a retrete. Também se usava o bacio e as necessidades eram colocadas numa fossa que existia no quintal. Estas serviam para adubar as terras, as hortas no quintal. Este estrume era natural e mais saudável.
Nas camas os colchões das camas eram cheios de palha ou de folhas de milho rasgadas. As mulheres varriam as casas com vassouras de milho.
As brincadeiras eram: pular à corda, o jogo da macaca, às escondidas,as apanhadas, à bola. Os brinquedos das meninas eram as bonecas que eram feitas de pano e para os meninos eram três carrilhos de milho para fingir de vacas e os carros eram feitos de canas.
As mulheres juntavam-se nos cantos das ruas ou às portas a bordar toalhas. As mães faziam as roupas das crianças à mão, não havia dinheiro para comprar roupa. As mulheres lavavam as roupas nas pias ou iam para a ribeiras para as lavar.
As mulheres iam para as terras vigiar os passarinhos para não comerem o trigo.
As mães choravam quando os seus filhos iam para a guerra colonial onde muitos morreram.
Antigamente vivia-se melhor que hoje em dia. Era tudo mais saudável.
Virginia Moniz
Testemunho do pai da Rebeca
Testemunho do pai da Rebeca
A vida naquela altura era muito pobre.
A alimentação era: sopas de feijão, de abóbora, açordas de hortelã com ovos, fatias de pão caseiro e os doces eram biscoitos caseiros que só se comiam nas festas de Natal. Os produtos das compras eram comprados avulso, em gramas.
O vestuário era: calças remendadas, já usadas por outros como as blusas, casacos etc.Eram roupas que serviam do primeiro filho ao último.
O calçado eram botas de cano e alguns sapatos já usados pela família e usava-se pouco para poupar a sola.
As casas eram feitas de pedra, barro e revestidas de gesso e cal. A canalização era feita em tubos de chumbo e mangueiras. Isto para as pessoas mais ricas. As pessoas pobres iam buscar água aos chafarizes para cozinhar.
Lavava-se as roupas em pias de pedra em casa, para quem as tinha.
Os divertimentos antes do 25 de abril não existiam. Depois do 25 de abril havia mais liberdade.
Os brinquedos eram carros de carrilho que eram feitos de maçaroca, depois de debulhado o milho cortava-se ao meio, de um arbusto cortavam um galho seco, faziam dois buracos nas rodas e colocavam o galho a meio das rodas. Também havia bonecas feitas de folha de milho para as meninas brincarem. Também se brincava com um arco de verga que era feito de vergas. Com o auxílio de uma verga com a ponta dobrada para dentro que se encaixava no arco e assim corriam à medida que o arco se movia. Assim era a vida antes do 25 de abril.
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Ano letivo 2017-18
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
O ensino em Portugal
MODERNIZAÇÃO DO ENSINO
O país encontrava-se em modernização, por isso também era necessário que a população se tornasse mais instruída e competente para realizar as mudanças pretendidas. Tomaram-se então várias medidas no ensino:
- Ensino primário:
- Criaram-se novas escola primárias
- Tornou-se obrigatória a frequência nos primeiros 3 anos, com mais um de voluntariado
- Ensino liceal:
- Criaram-se novos liceus em todas as capitais de distrito e dois em Lisboa
- Fundaram-se escolas industriais, comerciais e agrícolas
- Ensino universitário:
- Criaram-se novas escolas ligadas à Marinha, às Artes, às Técnicas e ao Teatro
Trabalho do Leandro e do João Arruda, 6ºD
Trabalho da Simone e da Fabiana, 6ºA
Matilde, 6º D
A cartilha maternal - trabalho da Sabrina, 6º D
Trabalho da Érica e Natércia, 6ºC - A cartilha maternal e João de Deus
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