FUNÇÕES DA CÂMARA
segunda-feira, 9 de maio de 2016
sábado, 23 de abril de 2016
Comemorar a liberdade de abril de 1974
A Escola Básica Integrada de Arrifes
comemorou o dia 25 de abril de 1974, uma celebração que se inseriu na semana do
Departamento de Ciências Sociais e Humanas, sob a coordenação da professora Ana
Cristina Dias. Foi convidado para celebrar a liberdade o artista açoriano
Aníbal Raposo.
Aníbal Raposo é engenheiro de profissão, mas
desde muito cedo mostrou o seu amor pela poesia e pela música. A dualidade do
homem, a realidade deste cantador que faz parte de uma geração de músicos e
compositores que se dedicaram e dedicam a explorar sonoridades, a compor, a
interpretar…
E como nas veias lhe corre o verde da
esperança partilhou o seu amor pela natureza, pela vinha que poda e cuida e
pela Rocha da Relva.
Aníbal Raposo cativou os presentes com a sua
simpatia, talento, música e poesia… Ensinou que todas as atividades exigem
trabalho, que não basta haver inspiração, que nas coisas diferentes é que está
a alegria da vida. Falou da sua experiência de vida e lançou uma “canoa de
esperança” por entre os jovens olhares dos meninos que o sentiam. E depois… Semeou
canções, as suas e as dos seus amigos. Apresentou Manuel Alegre, Manuel
Ferreira e Zeca Medeiros. Com a sua amabilidade deu mais luz a abril, rompeu a
tarde com a sua poesia.
Nas aulas de Educação Musical, os alunos
preparam, em segredo, sob a orientação do professor Victor Lima, o “Tema para
Margarida” do álbum “A palavra e o Canto” (2006) de Aníbal Raposo. A surpresa emocionou
o artista convidado que, com simpatia, os acompanhou na interpretação. Mais
tarde diria “ (…) no fim das minhas
divagações sobre poesia, música e liberdade, me humedeceram os olhos com uma
bonita surpresa saída das suas flautas de bisel, interpretando comigo o
"Tema para Margarida". Momentos fantásticos e inesquecíveis. O que é
que posso pedir mais a Deus?”.
Conceição Lima, abril de 2016
NOTA: As atividades desenvolvidas poderão ser visualizados no canal da
EBI Arrifes, TV Arrifes, em https://www.youtube.com/user/ebiarrifes
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Ano letivo 2015-16
quarta-feira, 6 de abril de 2016
quinta-feira, 31 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
Ditadura
O avô da Daniela Machado esteve em Angola durante a Guerra Colonial...
O tio-avô da Isabel esteve em Angola durante a Guerra Colonial...
A Isabel Furtado do 6º F escreveu este poema...
Muita revolta e medo
e as pessoas com tanto segredo
oh, mas porquê Salazar
que quando de ti falavam
à prisão ias parar
Ai que grande solidão
ser preso pela PIDE
mesmo com razão
Ai que grande tristeza
A situação portuguesa
Na guerra colonial
houve mortos, retornados,
mutilados e desaparecidos
só para defender Portugal
nesses territórios conhecidos
Quem não comia
de fome morria
com tanta miséria
com tanta miséria
que na Ditadura era tão séria
Durante a ditadura
houve muita tortura
Falta de liberdade e egoísmo
Também houve muita censura
E algum heroísmo
A falta de dinheiro
A todos chegava
Havia cansaço
E muita raiva
E muito sofrimento
Trouxe a Guerra Colonial
Revoltas e Maldades
Estava tudo mal
Sofia Couto, 6º D
No tempo da ditadura
Havia só ladrões
Todos em tortura
Graças à censura
Rodrigo Dias, 6º D
Com muita tristeza
Com grande egoísmo
Mas há no mundo fortaleza
Será que temos disso?
Tanta coisa a acontecer
Tanta gente a nada comer
Temos de pensar o que fazer
Tanta falta de dinheiro
Em casa há a miséria
O sofrimento
Gente que não aguenta
Bianca Pereira, 6º D
No tempo da ditadura
Havia muita tristeza
Havia a censura
E também muita tortura
A falta de dinheiro
A todos chegava
Havia fome
E até ao ladrão se roubava
A guerra colonial
Muito sofrimento causou
Levou consigo muita gente
Que nunca mais regressou
O povo chorava
Cansado dessa mágoa
Alguém se lembrou
E uma revolta causou
Com os militares
Acabou a Ditadura
Acabou a Censura
E a Liberdade voltou
Ana Francisca Leite, 6º D
Ditadura de Salazar
A miséria, o povo a chorar
Censura imposta
Tortura, medo e gente morta
A tristeza reinava
A escravidão permanecia
Todos saboreavam o que recebiam
Roubos, ladrões, prisioneiros
Militares, soldados, recrutas
Feridos, retornados
Ivo Viveiros, 6º E
Dinheiro
que não havia
Ida
dos militares
Traidores
Almas
mortas em combate
Desaparecidos
União
de traidores-PIDE
Respeito
por Salazar
Acaba
a ditadura a 25 de abril de 1974
Maria Tomé, 6º E
Um dia começou a ditadura
Com a censura
E o governo a gozar
Um dia começou a ditadura
Logo a seguir a tortura
Muito medo e tristeza
Escravidão com toda a certeza
Militares nas guerras
Mortos e feridos
Dos dois lados
Colónias e Portugal
Muitos retornados
Sem dinheiro
Começar a vida do zero
Para sobreviver
Bernardo Ventura, 6º E
DITADURA!!!
Muitos mortos
Muitos presos
Mas que pecados
E estão sempre calados
Muita miséria
Muita tristeza
Que pecados
E estão sempre calados
Muito medo
Muito desespero
Mas que pobres coitados!
Joana Botelho, 6ºA
PIDE!!!
Morremos de medo
CALADOS
Na miséria e revoltados
Nem nos jornais
Nos podemos expressar
Pois a censura está a verificar
Muitos jovens vêm feridos
E Salazar
Sem uma folga dar
A independência a recusar
A guerra que se está a causar
Tatiana Pereira, 6ºA
Eles deixam medo
Eles deixam guerra
Eles deixam morte
E é a pide
Eles deixam fome
Eles deixam a revolta
Deixam a miséria
E é a pide
Eles fazem censura
Solidão
Tristeza
E é a pide
Luís Motty, 6º F
Eles eram obrigados
A ficar calados
Não se podiam defender
Eram amarrados
Podes crer
Alguns falavam mal
De Salazar
E o que a pide queria
Era matar
À noite, ao luar
Andavam pela rua
Pessoas com medo
Pessoas a prender
José Rodrigues, 6º F
Sempre na fome, sempre na miséria
A solidão do nosso coração
A tristeza dos mutilados
Está tudo acabado, está tudo acabado
A pide a perseguir
Pessoas inocentes tentam escapar
Está tudo acabado, está tudo acabado
Sem paz, em desastre
Desaparecidos
Está tudo acabado, está tudo acabado
A censura, a morte
Os gritos
A desilusão pelas ruas a vaguear
Está tudo acabado, está tudo acabado
Beatriz Afonso, 6º F
Que sentimentos?
Só solidão
Andam pela rua
Como se estivessem na prisão
Tantos mortos
Tantos feridos
Muitos desaparecidos
Tanta tristeza
A viver na pobreza
Mariana Lopes, 6ºF
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