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sábado, 23 de abril de 2016

Comemorar a liberdade de abril de 1974

A Escola Básica Integrada de Arrifes comemorou o dia 25 de abril de 1974, uma celebração que se inseriu na semana do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, sob a coordenação da professora Ana Cristina Dias. Foi convidado para celebrar a liberdade o artista açoriano Aníbal Raposo.
Aníbal Raposo é engenheiro de profissão, mas desde muito cedo mostrou o seu amor pela poesia e pela música. A dualidade do homem, a realidade deste cantador que faz parte de uma geração de músicos e compositores que se dedicaram e dedicam a explorar sonoridades, a compor, a interpretar…
E como nas veias lhe corre o verde da esperança partilhou o seu amor pela natureza, pela vinha que poda e cuida e pela Rocha da Relva.
Aníbal Raposo cativou os presentes com a sua simpatia, talento, música e poesia… Ensinou que todas as atividades exigem trabalho, que não basta haver inspiração, que nas coisas diferentes é que está a alegria da vida. Falou da sua experiência de vida e lançou uma “canoa de esperança” por entre os jovens olhares dos meninos que o sentiam. E depois… Semeou canções, as suas e as dos seus amigos. Apresentou Manuel Alegre, Manuel Ferreira e Zeca Medeiros. Com a sua amabilidade deu mais luz a abril, rompeu a tarde com a sua poesia.
Nas aulas de Educação Musical, os alunos preparam, em segredo, sob a orientação do professor Victor Lima, o “Tema para Margarida” do álbum “A palavra e o Canto” (2006) de Aníbal Raposo. A surpresa emocionou o artista convidado que, com simpatia, os acompanhou na interpretação. Mais tarde diria “ (…) no fim das minhas divagações sobre poesia, música e liberdade, me humedeceram os olhos com uma bonita surpresa saída das suas flautas de bisel, interpretando comigo o "Tema para Margarida". Momentos fantásticos e inesquecíveis. O que é que posso pedir mais a Deus?”.
Conceição Lima, abril de 2016
NOTA: As atividades desenvolvidas poderão ser visualizados no canal da EBI Arrifes, TV Arrifes, em https://www.youtube.com/user/ebiarrifes
















quinta-feira, 31 de março de 2016

O Hino Nacional

João 6º A

A escola durante o Estado Novo


A Mariana trouxe para a aula os cadernos do seu pai:
 







D. Manuel II

Frederico e Tomás 6ºA
O último rei de Portugal













segunda-feira, 14 de março de 2016

Ditadura


O avô da Daniela Machado esteve em Angola durante a Guerra Colonial...















O tio-avô da Isabel esteve em Angola durante a Guerra Colonial...










A Isabel Furtado do 6º F escreveu este poema...

Muita revolta e medo
e as pessoas com tanto segredo
oh, mas porquê Salazar
que quando de ti falavam
à prisão ias parar

Ai que grande solidão
ser preso pela PIDE
mesmo com razão
Ai que grande tristeza
A situação portuguesa

Na guerra colonial
houve mortos, retornados,
mutilados e desaparecidos
só para defender Portugal
nesses territórios conhecidos

Quem não comia
de fome morria
com tanta miséria
com tanta miséria
que na Ditadura era tão séria


Durante a ditadura

houve muita tortura
Falta de liberdade e egoísmo
Também houve muita censura
E algum heroísmo

A falta de dinheiro
A todos chegava
Havia cansaço
E muita raiva

E muito sofrimento
Trouxe a Guerra Colonial
Revoltas e Maldades
Estava tudo mal

Sofia Couto, 6º D


No tempo da ditadura
Havia só ladrões
Todos em tortura
Graças à censura

Rodrigo Dias, 6º D


Com muita tristeza
Com grande egoísmo
Mas há no mundo fortaleza
Será que temos disso?

Tanta coisa a acontecer
Tanta gente a nada comer
Temos de pensar o que fazer

Tanta falta de dinheiro
Em casa há a miséria
O sofrimento
Gente que não aguenta

Bianca Pereira, 6º D


No tempo da ditadura
Havia muita tristeza
Havia a censura
E também muita tortura

A falta de dinheiro
A todos chegava
Havia fome
E até ao ladrão se roubava

A guerra colonial
Muito sofrimento causou
Levou consigo muita gente
Que nunca mais regressou

O povo chorava
Cansado dessa mágoa
Alguém se lembrou
E uma revolta causou

Com os militares
Acabou a Ditadura
Acabou a Censura
E a Liberdade voltou

Ana Francisca Leite, 6º D


Ditadura de Salazar

A miséria, o povo a chorar
Censura imposta
Tortura, medo e gente morta

A tristeza reinava
A escravidão permanecia
Todos saboreavam o que recebiam

Roubos, ladrões, prisioneiros
Militares, soldados, recrutas
Feridos, retornados

Ivo Viveiros, 6º E


Dinheiro que não havia
Ida dos militares
Traidores
Almas mortas em combate
Desaparecidos
União de traidores-PIDE
Respeito por Salazar
Acaba a ditadura a 25 de abril de 1974

Maria Tomé, 6º E

Um dia começou a ditadura
Com a censura
Todo o povo a chorar
E o governo a gozar

Um dia começou a ditadura
Logo a seguir a tortura
Muito medo e tristeza
Escravidão com toda a certeza

Militares nas guerras
Mortos e feridos
Dos dois lados
Colónias e Portugal

Muitos retornados
Sem dinheiro
Começar a vida do zero
Para sobreviver

Bernardo Ventura, 6º E



 DITADURA!!!

Muitos mortos
Muitos presos
Mas que pecados
E estão sempre calados

Muita miséria
Muita tristeza
Que pecados
E estão sempre calados

Muito medo
Muito desespero
Mas que pobres coitados!

Joana Botelho, 6ºA

PIDE!!!
Morremos de medo
CALADOS
Na miséria e revoltados
Nem nos jornais
Nos podemos expressar
Pois a censura está a verificar
Muitos jovens vêm feridos
E Salazar
Sem uma folga dar
A independência a recusar
A guerra que se está a causar


Tatiana Pereira, 6ºA



Eles deixam medo
Eles deixam guerra
Eles deixam morte
E é a pide

Eles deixam fome
Eles deixam a revolta
Deixam a miséria
E é a pide

Eles fazem censura
Solidão
Tristeza
E é a pide


Luís Motty, 6º F


Eles eram obrigados
A ficar calados
Não se podiam defender
Eram amarrados
Podes crer
Alguns falavam mal
De Salazar
E o que a pide queria
Era matar
À noite, ao luar
Andavam pela rua
Pessoas com medo
Pessoas a prender


José Rodrigues, 6º F

Sempre na fome, sempre na miséria
A solidão do nosso coração
A tristeza dos mutilados
Está tudo acabado, está tudo acabado

A pide a perseguir
Pessoas inocentes tentam escapar
Está tudo acabado, está tudo acabado

Sem paz, em desastre
Desaparecidos
Está tudo acabado, está tudo acabado

A censura, a morte
Os gritos
A desilusão pelas ruas a vaguear
Está tudo acabado, está tudo acabado

Beatriz Afonso, 6º F


Que sentimentos?
Só solidão
Andam pela rua
Como se estivessem na prisão

Tantos mortos
Tantos feridos
Muitos desaparecidos

Tanta tristeza
A viver na pobreza


Mariana Lopes, 6ºF