Existe uma grande diversidade de actividades económicas que podemos classificar em três grupos ou sectores de actividade: primário, secundário e terciário.
O sector primário engloba as actividades de exploração de recursos naturais-bens retirados directamente da natureza.
A Helena Isabel e a Raquel propuseram a realização de um trabalho sobre o sector primário. Sem qualquer ajuda da professora ambas foram as personagens principais de uma aventura que a turma e a professora gostaram de assistir!!!
domingo, 20 de junho de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
A Revolução Dos Cravos
Nas aulas de História e Geografia de Portugal os meninos escreveram a Revolução Dos Cravos assim…
Revoltosos queriam liberdade
Exilados desejavam falar e pensar
Todos viviam na tristeza
Os portugueses estavam na Guerra Colonial
Lutavam por Salazar
Unidos sofreram em África
Canções de Abril foram códigos
Acção do MFA para a nossa liberdade
Os populares ajudaram
Deus ajudou o nosso povo
E assim conseguimos liberdade
Abolição da censura
Libertação dos presos políticos
De ditadura passou a Democracia
Dissolução da Assembleia Nacional
Liberdade, liberdade, trouxe alegria ao nosso povo
Micaela Moniz, 6º B
E porque não podemos negar a importância da interdisciplinaridade nos dias de hoje em sala de aula e devemos, cada vez mais, trabalhar em conjunto para que se possa alargar o trabalho de projecto, integrando as várias disciplinas, foi desenvolvido, ao longo do 2º Período, com o 6º D, o projecto “25 de Abril”. Este projecto partiu da ideia de que “o descontentamento da população era cada vez maior face à Ditadura era cada vez maior, não só devido à falta de liberdade ao aumento do custo de vida, mas também por causa da guerra colonial. Para que a história da Liberdade não se perca, queremos manter fresca a história na cabeça e coração de cada um de nós! Porque a liberdade é um direito!”
A primeira fase do projecto consistiu na pesquisa em vários recursos (em sítios, em livros ou no manual de História) de: informação acerca dos pilares do Estado Novo: a censura, polícia política, mocidade portuguesa, legião portuguesa, união nacional; informação acerca do Movimento das Forças Armadas e da sua acção no 25 de Abril (significado de MFA, relatar a sua acção, as senhas utilizadas pelos militares); informação acerca da acção do povo no 25 Abril e o regresso das liberdades perdidas (posição do povo face à revolução, identificar as liberdades conquistadas/medidas tomadas pelo MFA); informação acerca da descolonização (significado de descolonização, identificar as colónias que se tornaram independentes, quem são retornados); informação acerca do ganho de autonomia nos Açores (o que significa autonomia, quais os símbolos regionais, explicar a existência de autonomia e as suas vantagens para a população, qual o presidente do governo regional dos Açores); letras de canções relacionadas com o 25 de Abril. Foram realizadas biografias de personalidades importante no 25 de Abril como Salgueiro Maia, Zeca Afonso, António de Spínola, Otelo Saraiva de Carvalho… De seguida os alunos escolheram a forma de apresentar o trabalho (em cartazes, em vídeo ou em powerpoint) e convidaram o Professor Doutor Carlos C
ordeiro da Universidade dos Açores para apresentação dos seus trabalhos e para uma palestra sobre o tema em estudo.
A palestra proferida pelo Professor Doutor Carlos Cordeiro da Universidade dos Açores cativou os alunos presentes. O professor discorreu sobre significado histórico da revolução da liberdade, sobre a vida quotidiana no tempo do Estado Novo, sobre a sua participação na Guerra Colonial partilhando experiências pessoais. Transmitiu os valores que deram origem à Revolução.
Com este trabalho os alunos ficaram a saber mais sobre o 25 de Abril e a consolidação da democracia portuguesa. Este projecto que se desenvolveu em articulação com Investigação e Apoio Multidisciplinar foram proporcionados conhecimentos de História, aos alunos, recorrendo à informática, à sua interpretação crítica e ao seu papel interactivo; os alunos tiveram oportunidade de enriquecer o seu vocabulário histórico, desenvolver a sua capacidade de pesquisa e aprofundar e consolidar conhecimentos.
Revoltosos queriam liberdade
Exilados desejavam falar e pensar
Todos viviam na tristeza
Os portugueses estavam na Guerra Colonial
Lutavam por Salazar
Unidos sofreram em África
Canções de Abril foram códigos
Acção do MFA para a nossa liberdade
Os populares ajudaram
Deus ajudou o nosso povo
E assim conseguimos liberdade
Abolição da censura
Libertação dos presos políticos
De ditadura passou a Democracia
Dissolução da Assembleia Nacional
Liberdade, liberdade, trouxe alegria ao nosso povo
Micaela Moniz, 6º B
A Revolução de Abril aconteceu pela falta de liberdade
Ganhamos democracia
Pois somos vencedores
Os portugueses são os maiores
Lutaram até ao fim
Ultrapassaram barreiras e obstáculos
Com coração e alma, pois enfim…
São lutadores por natureza, porque
Libertaram os presos políticos
Concederam-nos o poder de votar
E de escolher quem nos representar
A liberdade é como um mar
Barcos e barcos navegam por lá
Pois são livres de flutuar
Viva, viva a
Liberdade! És a melhor que há!
Beatriz Medeiros e Mariana Cordeiro, 6º B
Ganhamos democracia
Pois somos vencedores
Os portugueses são os maiores
Lutaram até ao fim
Ultrapassaram barreiras e obstáculos
Com coração e alma, pois enfim…
São lutadores por natureza, porque
Libertaram os presos políticos
Concederam-nos o poder de votar
E de escolher quem nos representar
A liberdade é como um mar
Barcos e barcos navegam por lá
Pois são livres de flutuar
Viva, viva a
Liberdade! És a melhor que há!
Beatriz Medeiros e Mariana Cordeiro, 6º B
Revolução
Em busca de liberdade
Valentes foram
Em busca de liberdade
Valentes foram
POpulares e
MiLitares
Usaram a
Usaram a
ReconciliaÇão e
NÃo
COmbates
De guerra
E de morte
Anos sem liberdade
Banhados de
NÃo
COmbates
De guerra
E de morte
Anos sem liberdade
Banhados de
TRisteza
Por fIm
Liberdade
Bianca 6ºF
Por fIm
Liberdade
Bianca 6ºF
Em Abril de 1974 as pessoas entusiasmaram-se com as flores vermelhas na ponta das espingardas dos soldados. As armas tinham-se transformado em flores e as flores eram armas. Aquelas flores, aqueles cravos impuseram, naquele momento, a FRATERNIDADE, a PAZ e a LIBERDADE. Era o que todos queriam e por isso todos estavam contentes. E aplaudiram e sorriram, todas juntas, encorajadas pelo desejo de, a partir daquele instante, poderem viver em DEMOCRACIA.
O cravo vermelho da vendedeira de flores deixou de ser apenas uma flor, passou a ser a flor que simboliza o desejo de mudança para uma vida melhor.
Lembrar Abril nunca é demais, reviver Abril é necessário, por isso a professora Luísa Pavão e professor Miguel Coelho, professores de Educação Visual e Tecnológica, ensinaram os nossos alunos a produzirem lindos cravos de papel crespo que embelezaram as mãos de quem os recebeu e que lembraram os cravos que os soldados colocaram no cano das espingardas naquela manhã do mês de Abril. Distribuíram-se cravos pelos alunos, funcionários e professores todos guarnecidos de mensagens alusivas à LIBERDADE que levaram à reflexão de quem os recebeu.
O cravo vermelho da vendedeira de flores deixou de ser apenas uma flor, passou a ser a flor que simboliza o desejo de mudança para uma vida melhor.
Lembrar Abril nunca é demais, reviver Abril é necessário, por isso a professora Luísa Pavão e professor Miguel Coelho, professores de Educação Visual e Tecnológica, ensinaram os nossos alunos a produzirem lindos cravos de papel crespo que embelezaram as mãos de quem os recebeu e que lembraram os cravos que os soldados colocaram no cano das espingardas naquela manhã do mês de Abril. Distribuíram-se cravos pelos alunos, funcionários e professores todos guarnecidos de mensagens alusivas à LIBERDADE que levaram à reflexão de quem os recebeu.
A palestra proferida pelo Professor Doutor Carlos Cordeiro da Universidade dos Açores cativou os alunos presentes. O professor discorreu sobre significado histórico da revolução da liberdade, sobre a vida quotidiana no tempo do Estado Novo, sobre a sua participação na Guerra Colonial partilhando experiências pessoais. Transmitiu os valores que deram origem à Revolução.
Com este trabalho os alunos ficaram a saber mais sobre o 25 de Abril e a consolidação da democracia portuguesa. Este projecto que se desenvolveu em articulação com Investigação e Apoio Multidisciplinar foram proporcionados conhecimentos de História, aos alunos, recorrendo à informática, à sua interpretação crítica e ao seu papel interactivo; os alunos tiveram oportunidade de enriquecer o seu vocabulário histórico, desenvolver a sua capacidade de pesquisa e aprofundar e consolidar conhecimentos.
A professora Maria Lima
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Ano lectivo 2009-10
sexta-feira, 23 de abril de 2010
À conversa com...
O meu avô chama-se Alfredo, tem 69 anos, está reformado e esteve na Guerra Colonial. Tinha 20 anos quando foi para Angola, em 1962. Só voltou em 1965.
Na guerra era motorista. Transportava todo o tipo de mercadorias e os soldados. Claro!
Apanhou muitos sustos. Passava por maus caminhos cheios de lombas e covas. Os soldados andavam muito, faziam muita ginástica.
Não ficou ferido na guerra. Foi o único da sua companhia que não ficou ferido…
Ainda mantém contacto com os colegas da tropa.
Raquel Silva, 6º E
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Ano lectivo 2009-10
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Entrevista a um familiar...
Os alunos foram falar com familiares ou conhecidos. Procuraram informações sobre a vida quotidiana no Arquipélago dos Açores, nos anos 40, 50, 60, do século XX.
TRABALHO DE NICOLE OLIVEIRA
Nome da pessoa entrevistada: Ana Maria Oliveira
Idade: 49 anos Profissão: Doméstica Grau de Parentesco com a aluna: mãe
Principais actividades a que se dedicavam os homens e as mulheres
Os homens dedicavam-se à agricultura e à pesca. As mulheres dedicavam-se à lida da casa, aos bordados e à costura.
Alimentação
Comiam sopa de bolas de neve, chicharros com condutos de porco, bolos de sertão, pão de milho, papas de cachão, farinha de milho torrada, sopas de leite com pão de milho, carne assada e galinha assada no forno de lenha.
O vestuário:
As mulheres vestiam xailes, lenços na cabeça, saias compridas, uma blusa de festa e outra de semana.
Os homens usavam calças de ganga de trabalhar e roupa de festa.
O calçado
Os homens calçavam botas de cano alto e sapatos pela festa.
As casas
As casas eram de pedra e de barro. O chão era terreiro, não havia água nem luz em casa. Iam buscar água à fonte. A iluminação era com candeeiro a petróleo.
Divertimentos
As pessoas divertiam-se em bailes pelo Espírito Santo, pelas coroações, Carnaval, matanças de porco. Iam a procissões, à missa ao Domingo. As mulheres bordavam sentadas nos passeios das suas casas.
Os brinquedos e as brincadeiras das crianças
As crianças brincavam ao berlinde, ao pião, ao elástico, à corda, à bola, aos cabeços, ao ramo, à dama, às cartas, ao xadrez, com bonecas. Os rapazes faziam bois com carrilhos e as carroças eram de madeira. As meninas faziam rabo de gato, tapetes às estrelas e quadrados de lã, renda, tricô e ponto cruz.
TRABALHO DE BEATRIZ MEDEIROS
Nome da pessoa entrevistada: Alda Medeiros Idade: 68 anos Profissão: doméstica Grau de Parentesco com a aluna: avó
Principais actividades a que se dedicavam os homens e as mulheres
Os homens trabalhavam nas terras. Alguns eram vendilhões e vendiam peixe carregando-os em cestos suportados por um pau grande nas costas. Outros eram estivadores. As mulheres eram domésticas, faziam costura, bordados e as tarefas da casa.
Alimentação
Costumavam comer sopa e peixe durante toda a semana. Havia carne aos domingos e nos dias de festa. O cozido à portuguesa era um prato muito presente nestes dias.
O vestuário
O vestuário era feito pelas mulheres e muitos eram mandados pelos emigrantes.
O calçado
As mulheres usavam galochas ou socas. Os homens usavam sandálias e sapatos. Havia quem andasse com sandálias feitas de pneus e alguns descalços.
As casas
As casas eram pequenas. No seu exterior eram de pedra e no interior de barro com o chão de terra batida. Normalmente tinham só um quarto, uma cozinha e uma retrete, no quintal. As casas tinham forno e no seu quintal havia o curral de porcos e o galinheiro.
Divertimentos
Festas do Espírito Santo, festas da freguesia, matanças de porco, Natal e a Páscoa. As vindimas, a apanha do milho eram também para se divertirem.
Os brinquedos e as brincadeiras das crianças
As crianças brincavam ao pião, ao arco, ao berlinde, aos carrinhos de esfera e carros feitos à mão feitos de madeira e carrocinhas. As meninas brincavam com bonecas feitas de trapos.
TRABALHO DE NICOLE OLIVEIRA
Nome da pessoa entrevistada: Ana Maria Oliveira
Idade: 49 anos Profissão: Doméstica Grau de Parentesco com a aluna: mãe
Principais actividades a que se dedicavam os homens e as mulheres
Os homens dedicavam-se à agricultura e à pesca. As mulheres dedicavam-se à lida da casa, aos bordados e à costura.
Alimentação
Comiam sopa de bolas de neve, chicharros com condutos de porco, bolos de sertão, pão de milho, papas de cachão, farinha de milho torrada, sopas de leite com pão de milho, carne assada e galinha assada no forno de lenha.
O vestuário:
As mulheres vestiam xailes, lenços na cabeça, saias compridas, uma blusa de festa e outra de semana.
Os homens usavam calças de ganga de trabalhar e roupa de festa.
O calçado
Os homens calçavam botas de cano alto e sapatos pela festa.
As casas
As casas eram de pedra e de barro. O chão era terreiro, não havia água nem luz em casa. Iam buscar água à fonte. A iluminação era com candeeiro a petróleo.
Divertimentos
As pessoas divertiam-se em bailes pelo Espírito Santo, pelas coroações, Carnaval, matanças de porco. Iam a procissões, à missa ao Domingo. As mulheres bordavam sentadas nos passeios das suas casas.
Os brinquedos e as brincadeiras das crianças
As crianças brincavam ao berlinde, ao pião, ao elástico, à corda, à bola, aos cabeços, ao ramo, à dama, às cartas, ao xadrez, com bonecas. Os rapazes faziam bois com carrilhos e as carroças eram de madeira. As meninas faziam rabo de gato, tapetes às estrelas e quadrados de lã, renda, tricô e ponto cruz.
TRABALHO DE BEATRIZ MEDEIROS
Nome da pessoa entrevistada: Alda Medeiros Idade: 68 anos Profissão: doméstica Grau de Parentesco com a aluna: avó
Principais actividades a que se dedicavam os homens e as mulheres
Os homens trabalhavam nas terras. Alguns eram vendilhões e vendiam peixe carregando-os em cestos suportados por um pau grande nas costas. Outros eram estivadores. As mulheres eram domésticas, faziam costura, bordados e as tarefas da casa.
Alimentação
Costumavam comer sopa e peixe durante toda a semana. Havia carne aos domingos e nos dias de festa. O cozido à portuguesa era um prato muito presente nestes dias.
O vestuário
O vestuário era feito pelas mulheres e muitos eram mandados pelos emigrantes.
O calçado
As mulheres usavam galochas ou socas. Os homens usavam sandálias e sapatos. Havia quem andasse com sandálias feitas de pneus e alguns descalços.
As casas
As casas eram pequenas. No seu exterior eram de pedra e no interior de barro com o chão de terra batida. Normalmente tinham só um quarto, uma cozinha e uma retrete, no quintal. As casas tinham forno e no seu quintal havia o curral de porcos e o galinheiro.
Divertimentos
Festas do Espírito Santo, festas da freguesia, matanças de porco, Natal e a Páscoa. As vindimas, a apanha do milho eram também para se divertirem.
Os brinquedos e as brincadeiras das crianças
As crianças brincavam ao pião, ao arco, ao berlinde, aos carrinhos de esfera e carros feitos à mão feitos de madeira e carrocinhas. As meninas brincavam com bonecas feitas de trapos.
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Ano lectivo 2009-10
domingo, 28 de março de 2010
A SOFIA ENTREVISTA O PAI
A Sofia entrevistou o pai sobre a vida no tempo no Estado Novo. Na altura o pai ainda era criança.
Ao estreitar a relação Escola/Família, a escola ajuda a fortalecer os laços de família.
A colaboração da família da Sofia entusiasmou a turma da Sofia. Todos ficaram a ganhar!
A escola e a família articularam de forma produtiva.
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Ano lectivo 2009-10
domingo, 7 de março de 2010
História local
Os Açores nos séculos XVIII e XIX
No final do século XVIII as técnicas agrícolas são consideradas muito rudimentares. Os instrumentos tinham de ser trabalhados pelo homem e pelo animal e a primeira máquina a vapor só foi instalada em S. Miguel em 1848. Esta moía trigo, milho e serrava madeira.Na primeira metade do século XIX, a maioria das indústrias que existiam eram caseiras ou pequenas oficinas. Empregavam pessoas que eram analfabetas, apenas alguns sabiam ler e escrever.
A sociedade estava dividida entre uma classe alta formada por aqueles que enriqueciam e se educavam e por aqueles que, embora fossem ricos continuavam ignorantes. As classes baixas eram compostas por aqueles que viviam com muitas dificuldades e no desemprego. A construção das docas de Ponta Delgada e do Faial foi importante, porque precisou de muita mão-de-obra empregando muitos daqueles que pensavam emigrar.
Nos últimos anos do século XIX as casas só tinham um piso e eram construídas em pedra basáltica. Constituídas por dois espaços, tinham chão de terra, tecto de colmo, pouca mobília e utensílios mal acabados. O luxo era a colcha de tear e as imagens de santos.
A alimentação era feita à base de pão de milho, batatas, inhames e pouca carne. Em dias de crise passavam muita fome.
Marcelo Moniz, 6º B
Fonte: Maria Isabel João, Os Açores no Século XIX – Economia, Sociedade e Movimentos Autonomistas, Cosmos Editora (adaptado)
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Ano lectivo 2009-10
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
História local
Visita de estudo
ao Núcleo de Arte Sacra
do Museu Carlos Machado
No dia dois de Outubro de 2009 as turmas A, B e C do sexto ano de escolaridade, acompanhadas pelos seus professores (Lúcia Gomes, Maria Conceição Lima, Manuela Lopes e Miguel Coelho) realizaram uma visita de estudo ao Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.
No dia dois de Outubro de 2009 as turmas A, B e C do sexto ano de escolaridade, acompanhadas pelos seus professores (Lúcia Gomes, Maria Conceição Lima, Manuela Lopes e Miguel Coelho) realizaram uma visita de estudo ao Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.
A visita de estudo teve como objectivos principais: identificar a igreja de Todos os Santos como um monumento do estilo barroco; caracterizar o estilo barroco e demonstrar a importância da acção dos Jesuítas na sociedade micaelense e portuguesa em geral.
A antiga igreja dos Jesuítas, a igreja de Todos os Santos, mais conhecida por igreja do Colégio, que agora transformada em museu acolheu os nossos alunos, na pessoa da Dra. Ana Roseira, e levou-os em várias viagens… Nas curvas e contra-curvas do barroco que na ausência de vazio enche de anjos, atlantes, aves, cortinados e folhas, a simetria e o mistério do movimento aparente da talha… Nas asas da Fénix, o pássaro que se pode transformar em ave de fogo… No maná, alimento produzido milagrosamente, sendo fornecido por Deus ao povo hebreu, liderado por Moisés, durante a sua estada no deserto rumo à terra prometida… Nos milagres de S. Francisco Xavier, padroeiro dos missionários, que permitiu a vida a muitos marinheiros transformando água salgada em água doce, quando o vento não quis soprar as velas das naus e os fez parar no mar… Na missão de se ir pelo mundo espalhar a fé cristã pelos territórios descobertos pelos portugueses… Na vida de Inácio de Loyola, o fundador da poderosa Companhia de Jesus… Na dedicação pela arte, pela música e pelo conhecimento daqueles que embarcaram nos seus sonhos com o risco da própria vida… Histórias envoltas em mistério que maravilharam a imaginação dos nossos alunos.
A IGREJA DE TODOS OS SANTOS
O lançamento da pedra fundamental do primitivo templo da Igreja do Colégio ocorreu em 1 de Dezembro de 1592, dia de Todos-os-Santos pelo calendário católico. Juntamente com o templo, deu-se início ao convento anexo, pelos religiosos da Companhia de Jesus, que ali estabeleceram o seu Colégio na cidade. Ordinariamente, residiam no convento de 10 a 16 religiosos ligados às funções docentes. Nesta igreja pregou o padre António Vieira, por ocasião da festa da Santa Teresa de Jesus, no dia 15 de Outubro de 1654, que passou pelos Açores vindo do Brasil, em 1654, rumo a Lisboa.
Com a expulsão da Companhia do reino de Portugal, à época Pombalina, o valioso recheio da igreja foi dispersado. A igreja foi recuperada e requalificada, desde 2004 e abriga o Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado. Possui uma colecção permanente de Arte Sacra do museu que é composta por imagens, pintura, escultura, peças de ourivesaria e azulejos. Mas é, também, um espaço que acolhe os mais variados géneros culturais: várias exposições de temáticas variadas, concertos, palestras e cursos de iniciação à arte contemporânea.
Maria Lima
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